Unir a força com a potência em um curto espaço de tempo para a explosão. Esses são os objetivos do treinamento denominado kettlebell, que foi apresentado ontem para representantes da Polícia Militar de Jundiaí, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal da Região. A iniciativa faz parte do programa de conscientização da PM para a prática esportiva entre os agentes. Pode parecer estranho à primeira vista. Uma bola de ferro fundido com uma alça com que o praticante realiza movimentos segurando o objeto, que pesa entre 8 e 32 quilos.
De acordo com Thiago Passos, mestre em Ciências do Movimento e especialista internacional em condicionamento e força, os destaques do treino são exatamente a eficiência e a rapidez com que o esporte condiciona o corpo. "Os russos ganhavam todas as medalhas nas Olimpíadas. Os americanos e alemães achavam que era resultado de esteróides, mas não. Era porque sempre treinaram com kettlebell", conta. Passos afirma que a diferença do esporte para outros treinamentos está na colocação das leis da Física a favor do corpo.
Com um peso móvel, o centro da gravidade durante o exercício é transferido do corpo para o objeto. "É exatamente o que acontece quando um policialempunha uma arma, escudo ou cassetete." A educadora física Maria Eliza Briganti de Oliveira, praticante do treinamento, afirma que os fundamentos são utilizados em forças de segurança internacionais. "A Swat, CIA e FBI são adeptos de kettlebell pela agilidade, força e potência que proporciona com as repetições das séries de exercícios", conta.
Primeira impressão - Integrantes de vários segmentos de segurança da Região participaram da apresentação da nova modalidade realizada ontem, no Clube Nacional, em Jundiaí. De acordo com o comandante do 49o Batalhão da Polícia Militar, coronel Wagner Fachini, organizador da apresentação, a corporação precisa renovar no quesito preparo físico.
"Esse treinamento oferece condicionamento rápido e é isso que estamos precisando", resume. O comandante do 19o Grupamento do Corpo de Bombeiros de Jundiaí, Flávio José Bianchini, espera conseguir implantar o esquema na corporação. "Os exercícios são bastante eficientes. Todo o equipamento de segurança dos bombeiros pesa mais de 32 quilos", conta.
LUCIANA MÜLLER
