São Paulo, 09 de de 2010


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    ARTIGOS
A importância do treinamento integrado de glúteos.
20/07/2009



Numa cultura que realça em muito os atributos estéticos da musculatura de glúteos, nós, como personal trainers, sempre estamos lidando com a ênfase que os clientes dão a essa região quando pensam nas metas e resultados que querem alcançar. Quantas vezes não ouvimos “gostaria de endurecer o bumbum um pouquinho…”, e sendo assim, como profissionais responsáveis pela orientação do exercício nessa situação, é de extrema importância a compreensão dessa musculatura, como ela trabalha, o que a faz trabalhar de forma incorreta resultando numa mudança estética, e o mais importante, como fixá-la.



O segredo é se utilizar um programa de treinamento sistemático e progressivo que envolva todos os aspectos do treinamento de forma organizada de acordo com a meta do cliente. E o lado mais considerável de se criar um programa integrado de treinamento é que enquanto se busca uma melhora na aparência da região, aumenta-se sua capacidade funcional.



Desde o início dos anos 90, o Fisioterapeuta Gary Gray tem explorado lesões de joelho e diferentemente daqueles que prescreviam cadeira extensora com limitada amplitude, ele concentrava o trabalho na reabilitação dos músculos que controlavam as ações na cintura pélvica, ou na sua ativação neurológica, principalmente no glúteo médio, grupo que muito frequentemente se apresenta enfraquecido, e facilmente identificável pela dificuldade de se evitar que haja uma abdução de joelho num movimento como o agachamento.



E foi-se mostrando que a inatividade desse músculos muitas vezes podem ser os maiores responsáveis nessas dores no joelho. A partir daí a ênfase do treinamento passou a ser na precisão no movimento e apresentar uma execução perfeita em todos os movimentos, visando sempre esse equilíbrio na distribuição das forças entre os músculos responsáveis por cada ação. 



Fazemos isso dentro do programa de treinamento Arte da Força através de uma atenção dada ao estímulo desses músculos durante a nossa preparação do movimento (período previamente chamado de aquecimento para muitos). Para uma melhor ativação, primeiramente focamos numa soltura miofascial das musculaturas ao redor da região dos glúteos, para eliminar as adesões musculares que possam estar causando uma diminuição na capacidade do deslizamento adequado entre as fibras de miosina e actina.



Após liberá-los, utilizamos movimentos integrados de corpo todo, para gerar uma inibição recíproca, ou seja, ativaremos os músculos agonistas com o objetivo de causar também uma liberação em outros músculos (antagonistas) que possam estar mais encurtados que o ideal. Isso ainda visando o mesmo equilíbrio entre as forças sobre as articulações, para que elas sempre sejam mantidas numa posição adequada.



Nesse momento utilizaremos exercícios que procuram uma ativação mais específica de músculos que tem uma tendência à estarem inativos, o que prejudicaria esta capacidade de distribuir as forças. E o foco voltaria para os glúteos e utilizaríamos tanto exercícios com a miniband ao redor dos joelhos e tornozelos, forçando uma ação maior dos abdutores de quadril, e utilizaríamos também exercícios de pontes, principalmente numa perna só, numa sequência progressiva, pra então, após esse trabalho todo, realizar todo o treinamento com todas as musculaturas ao redor do quadril estarem com suas funções adequadas, permitindo assim uma variedade ainda maior de exercícios e intensidades.



E assim todos os agachamentos, avanços e movimentos em uma perna só poderão ser componente principal de tod s os programas para seus clientes, de forma segura e apresentando sempre os melhores resultados, tanto funcional quanto estético.



Prof. Thiago Passos, MS, CSCS, RKC



Equipe ADF






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